Instalação imersiva · Ilha Comprida, SP

Viralatas
Cósmicos

E se a nossa colonização tivesse começado pelas estrelas?

Escultura, pintura, realidade aumentada e trilha sonora original numa fábula sobre as verdadeiras origens do Brasil. Uma produção SBS Studios com artistas do Vale do Ribeira.

Em desenvolvimento · rumo à primeira temporada

O filme

Assista à apresentação

Três minutos para conhecer a fábula, as esculturas e a experiência que desperta na palma da mão.

Filme de apresentação · imagens de estudo conceitual e pré-visualização

A fábula

O descobrimento, só que ao contrário

E se a história do "descobrimento" do Brasil estivesse incompleta? E se, muito antes das caravelas, outros navegadores já tivessem mapeado estas terras, chegando pelas estrelas e não pelo mar?

Na nossa fábula, os visitantes vindos da estrela Aldebarã são os atrapalhados: "colonizadores" trapalhões que pouco entendem do território. A sabedoria que resolve, ensina e permanece é sempre a dos povos que já estavam aqui. A piada recai sobre quem chega de fora se achando superior. Nunca sobre quem construiu este lugar.

O nome vem do famoso "complexo de vira-lata", a mania nacional de se colocar em posição inferior diante do mundo. A obra pega o termo de vergonha e o devolve como bandeira de orgulho: nossa riqueza não vem de uma única origem "nobre", mas de uma mistura complexa e maravilhosamente viralata.

A experiência

O barro acorda na palma da mão

Na exposição, as esculturas parecem artefatos arqueológicos comuns. Ao apontar o celular, os grafismos acendem e a peça revela sua vida secreta. Ensaie o gesto: arraste a linha e desperte a onça.

Escultura de uma onça em barro claro, com grafismos discretos e uma pequena antena parabólica na pata A mesma onça desperta: corpo escuro coberto de grafismos luminosos em âmbar e turquesa, crina de fibras de luz
Barro · adormecidaByte · desperta

Onça Primitiva · estudo conceitual de pré-visualização

O percurso

Uma jornada em três atos

Escultura ancestral em pedra escura com espirais entalhadas; no centro, um brilho digital em turquesa e magenta
Ato 1

A Falha na Matrix

O visitante é acolhido pela trilha sonora imersiva. As esculturas parecem artefatos indígenas e rupestres comuns, até que, escaneadas com o celular, os grafismos começam a brilhar. A experiência nasce ali, na palma da mão.

Escultura de onça desperta com circuitos luminosos, segurando uma pequena antena parabólica
Ato 2

A Revelação de Aldebarã

O que nasceu na tela se expande para os quadros, que ganham vida em realidade aumentada e revelam, com humor leve e sem desrespeito a nenhuma cultura, a "ajuda" atrapalhada dos seres de Aldebarã.

Instalação de uma árvore cujos galhos se entrelaçam com uma dupla hélice de luz dourada e turquesa, cercada de visitantes
Ato 3

Somos Todos Viralatas Cósmicos

Tudo se funde numa peça única que celebra, com orgulho, a nossa mistura: genética e cultural, híbrida e interplanetária. Ser viralata é a nossa força.

Imagens: estudos conceituais de pré-visualização

O processo

Do esboço ao byte

A obra amadurece desde 2022: cadernos de estudo, argila, testes de realidade aumentada. Estes registros mostram o caminho entre a primeira linha a lápis e a peça desperta, o mesmo caminho que a exposição abre ao público.

Esboço a lápis da Onça Primitiva com anotações de estúdio sobre materiais
Onça Primitiva · esboço de estúdio
Esboço a lápis de escultura ancestral com espirais e grafismos
Guardiã · esboço de estúdio
Estudo de escultura ancestral em pedra com grafismos entalhados
Guardiã · estudo conceitual

O território

O mistério real vem antes da ficção

Ilha Comprida, no complexo estuarino-lagunar do Lagamar, guarda um patrimônio que a maioria dos brasileiros desconhece: uma das maiores concentrações de sambaquis do Brasil, cerca de 15 sítios protegidos pelo IPHAN, montes erguidos há até 6 mil anos pelo Povo dos Sambaquis.

É desse mistério verdadeiro que a obra parte. A ficção científica entra como lente de aumento sobre uma genialidade real, humana e documentada. Nunca como substituta dela: a seta da sátira aponta para o "civilizador" que chega de fora, jamais para quem construiu este lugar.

A base de tudo

Nada sobre os povos originários sem os povos originários

Nossa fronteira ética não é policiada de fora. Ela é construída de dentro.

O projeto nasce ancorado numa parceria de longa data e no respeito profundo à aldeia Mbya Guarani Tekoa Takuari-Ty, de Cananéia. A liderança Abílio da Silva Martins e demais lideranças acompanham a obra desde a concepção, validando narrativa, grafismos e representações em cada etapa, num trabalho de consultoria cultural contínuo e remunerado.

A ideia ganhou corpo em 2022, após uma vivência com a comunidade. O nosso "E se…" existe para celebrar quem é a base de tudo, sem nunca passar por cima.

Formação

Do Barro ao Byte

Para que a mágica não fique só na imaginação, a exposição se desdobra na oficina gratuita "Do Barro ao Byte: Criando Crônicas Fantásticas", para a juventude de Ilha Comprida, de 11 a 18 anos.

Módulo Barro: modelagem em argila, grafismos e narrativa visual com Sônia Batista Stern. Módulo Byte: fundamentos de realidade aumentada com Guinga.Space, em que cada jovem dá vida à própria escultura e apresenta o resultado numa mostra aberta às famílias.

Quem faz

Artistas do território

Sônia Batista SternDireção Artística · Escultora

Dá corpo em barro e pintura aos artefatos dos três atos, unindo a força ancestral dos grafismos à narrativa da obra.

Guinga.SpaceDireção Artística · Artista de Realidade Aumentada

Cria a camada digital que desperta as peças, com obra já exposta no Museu do Amanhã (2023).

Cristiano SternDireção Geral e Curadoria · Trilha Sonora e Sonoplastia

Concebe a jornada do visitante e assina a trilha imersiva que acompanha do primeiro ao último passo.

Cris SantosCuradoria e Produção Cultural

Curadora e produtora com mais de 25 anos de atuação, com passagens pelo Museu Afro Brasil, SESC, MAM Rio e Theatro Municipal de São Paulo.

Abílio da Silva MartinsConsultoria Cultural Mbya Guarani

Liderança da Tekoa Takuari-Ty, de Cananéia. Acompanha e valida a obra desde a concepção.

SBS StudiosProdução

Produtora audiovisual sediada em Ilha Comprida, com trabalho reconhecido internacionalmente.

A jornada

Uma ideia que amadurece

2022

A ideia nasce de uma inquietação do diretor, apaixonado por ficção científica, após uma vivência com a comunidade Mbya Guarani de Cananéia.

2025

A concepção amadurece: esculturas, estudos de realidade aumentada, trilha sonora e o desenho completo da experiência em três atos.

Em breve

Os viralatas cósmicos seguem reverberando por Ilha Comprida, prontos para pousar na primeira temporada aberta ao público.

Capa do romance Viralatas Cósmicos: Os Verdadeiros Colonizadores do Brasil, de Cristiano Stern

O mesmo universo, outra linguagem

A história também existe como romance

Viralatas Cósmicos: Os Verdadeiros Colonizadores do Brasil

O livro de Cristiano Stern amplia os personagens, os conflitos e a mitologia apresentados na instalação. A mesma pergunta sobre as origens do Brasil ganha mais tempo, mais vozes e consequências inesperadas.

O romance e a experiência imersiva foram concebidos para funcionar de maneira independente. Juntos, oferecem duas entradas para uma fábula brasileira sobre memória, território, colonização e pertencimento.

A instalação desperta o barro. O romance deixa os viralatas falarem.
Romance · edição em preparação